Porque criei este blog

Há muito tempo que sinto a necessidade de um espaço meu. Um espaço onde pudesse pensar em voz alta, sem filtros, sem algoritmos a ditarem o que devo ler ou dizer. Este blog é esse espaço.

O estado do mundo

Vivemos tempos estranhos. A política transformou-se num espetáculo permanente, onde o ruído substituiu o debate e a indignação fabricada substituiu a reflexão. De um lado, o populismo que simplifica tudo em slogans. Do outro, uma certa elite que desistiu de falar com as pessoas. No meio, ficamos nós — os que ainda acreditam que pensar é um ato de resistência.

Estou cansado do pensamento único. Cansado de que me digam o que devo pensar, seja de que direção for. A esquerda que se recusa a questionar as suas próprias contradições. A direita que confunde nostalgia com projeto. Precisamos de mais honestidade intelectual e menos tribos.

O que espero alcançar

Este blog não é um manifesto. É um convite.

Um convite a pensar criticamente sobre o mundo que nos rodeia. A desabafar quando for preciso. A dialogar quando for possível. Escreverei sobre política, sobre sociedade, sobre o que me preocupa e o que me dá esperança. Sempre com uma perspetiva progressista e europeia, mas sempre com honestidade.

Não tenho todas as respostas. Aliás, desconfio de quem diz ter. O que tenho são perguntas, e a vontade genuína de explorá-las.

Os valores que me guiam

Acredito no progresso — não como certeza cega de que o futuro será melhor, mas como compromisso de trabalhar para que seja. Acredito na Europa, não como projeto perfeito, mas como a melhor ideia que tivemos para viver juntos. Acredito na honestidade intelectual acima de qualquer ideologia.

Rejeito o pensamento único. Rejeito a simplificação. Rejeito a ideia de que há apenas dois lados e que temos de escolher um.

Este blog é, acima de tudo, um exercício de liberdade. A liberdade de pensar por mim, de errar, de mudar de ideias. A liberdade de ser imperfeito em público.

Se estás a ler isto, bem-vindo. Espero que encontres algo que te faça pensar. E se discordares, melhor ainda — o diálogo começa aqui.

— Acorán, Lisboa

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